Nova frota do metrô terá 25% a menos de bancos
Com o objetivo de ampliar espaço para abrigar mais passageiros, o governo do Estado de São Paulo vai reduzir em 25% o número de assentos nas 33 composições do metrô que serão compradas até 2010. Além disso, a frota mais velha, que começou a ser adquirida há 30 anos, será readaptada, perdendo esse mesmo espaço para os passageiros sentados. Enquanto hoje a quantidade de bancos de um trem costuma ser de 20% dos passageiros transportados, nos novos o índice vai cair para 17%. Com a mudança, os vagões poderão ganhar mais 10% de passageiros.
Essa é uma tendência que começou em 2002, inicialmente com os ônibus. Naquele ano, a frota foi renovada e eles ganharam mais portas, mais espaço para portadores de deficiências e cresceram em tamanho – mas não em quantidade de bancos.
Em alguns casos, a capacidade para os passageiros em pé dobrou, enquanto a dos sentados permaneceu praticamente a mesma.
O motivo para tanto aperto é o excesso de lotação: no intervalo de dois anos, a rede metroviária ganhou mais de 300 mil novos usuários, e os ônibus, 500 mil por dia.
Apesar de a redução dos bancos ser positiva no sentido de garantir a locomoção de mais pessoas, o nível de desconforto acarretado é superior ao dos principais países europeus. Enquanto a frota de ônibus e metrô no Brasil é projetada para ter até seis passageiros por metro quadrado, em outros lugares é de quatro por metro quadrado.
A falta de desconforto acarreta problemas. São poucos os bancos reservados à população idosa e a expectativa é de que, com o envelhecimento da população, sejam insuficientes. O transporte coletivo vai se tornar menos atraente para quem usa automóvel.
Fonte: Publimetro, 18/09/07
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